A
sétima cúpula dos Brics, que começou nesta quarta-feira 8, na cidade
russa de Ufá, simboliza um impulso para a consolidação do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD). A instituição criada em julho de 2014 pelas nações que integram o grupo de emergentes –
Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – pretende financiar os
primeiros projetos de desenvolvimento sustentável em países pobres já a
partir do ano que vem.
Para especialistas ouvidos pela DW Brasil, o banco dos BRICS marca um fenômeno amplo: a diversificação das fontes de financiamento para cobrir o grande déficit de infraestrutura nos países emergentes.
"É
a primeira instituição financeira de caráter global que não é liderada
pela Europa ou pelos Estados Unidos", diz Oliver Stuenkel, professor de
Relações Internacionais da FGV-SP. "Esse banco simboliza o fim do
domínio de algumas instituições, como o Fundo Monetário Internacional e o
Banco Mundial."