Matéria do Jornal A Crítica
Segundo lideranças indígenas, mais de cinco mil pessoas estão sem atendimento desde que a CTL deixou de receber recursos
Manaus, 16 de Novembro de 2011
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Reunião de lideranças indígenas sateré-mawé ocorrida neste ano, em comunidade localizada em Maués (Divulgação)
Com o fornecimento de energia elétrica e telefone cortado por falta de pagamento, além de estar inadimplente com o aluguel do escritório localizado dentro de um hotel, a Coordenação Técnica Local do município de Maués (a 276 quilômetros de Manaus) da Fundação Nacional do Índio (Funai) está praticamente sem funcionar há dois meses.
A situação precária fez com que a CTL de Maués suspendesse o atendimento de cinco mil indígenas de 46 comunidades da etnia sateré-mawé, na região do baixo rio Amazonas. Somada à população da região de Andirá, no município de Barreirinha, a quantidade de saterés no Baixo Amazonas chega a 11 mil.
Segundo o conselheiro gestor da Funai em Maués, o indígena sateré Samuel Lopes, da comunidade Novo Belo Horizonte, o problema já foi comunicado à coordenação da Funai, em Manaus, mas ainda nada ficou resolvido.
A reportagem do portal acritica.com apurou junto a funcionários da Funai que a situação registrada na CLT de Maués vem se repetindo em outras coordenações do Estado do Amazonas.
“Na semana passada estive aí em Manaus, falei com o coordenador substituto, o João Alberto, e ele disse que tudo já estava sendo resolvido. Mas hoje (dia 16) tudo continua na mesma. Muitos indígenas estão prejudicados. Não conseguimos tirar nenhum documento, nem o Rani, nem conseguir atendimento dos nossos benefícios”, disse Lopes, por telefone, de Maués.
