Artigo
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| Professor Luizinho Aguiar |
“Nenhum país salva a sua
reputação com os abafos, capuzes e mantilhas da corrupção encapotada”
Rui Barbosa
Muito
se fala em corrupção, ela está estampada nos jornais, nas revistas no bate papo
da esquina em todo lugar. Mas o que vem a ser corrupção, qual sua definição?
Existem inúmeros conceitos muitos consensuais, outros nem tanto. Para este
trabalho utilizamos a definição do Cientista político Americano Joseph S. Nye.
Para ele, trata – se do comportamento de um detentor de cargo público que,
movido por interesses particulares ou para ter alguma vantagem pecuniária ou
ganho de status, adota uma conduta que constitui um desvio das obrigações do
seu cargo ou viola as regras vigentes da sua função para exercer alguma influência
como pessoa privada. Resumindo: a corrupção deve ser entendida como “abuso do
poder inerente a um cargo (público) que lhe foi confiado, visando a obter
benefícios pessoais”
Pesquisas
sérias indicam que a opinião pública brasileira considera a corrupção uma das
principais mazelas do país e a julga responsável por muitos dos problemas que
afligem nossa população. Apesar da urgência evidente da situação, o Brasil
carece de um tratamento sistemático da questão e, sobretudo, de um estudo de
longo prazo que nos ajude a compreender a extensão e a profundidade de um
fenômeno percebido como central em nossa vida pública e sobre o qual sabemos
relativamente pouco.
