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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

O SISTEMA POLÍTICO E A CORRUPÇÃO NO BRASIL



 
Professor Luizinho Aguiar
O Brasil é um país que possui uma história complexa, singular em analogia com muitos outros países do chamado novo mundo. Para facilitar a compreensão muitos historiadores, via de regra, costumam dividir em períodos históricos, sendo: de 1500-1808 período colonial 1808-1889 Brasil Império, 1889-1930 velha República de 1930 até nossos dias Nova República, neste trabalho vamos nos ater a partir da redemocratização do país, com o fim da ditadura em 1985.
É oportuno esclarecer que nosso país infelizmente vive alternando períodos de Democracia e ditaduras, seja civil ou militar, para ilustrar bem isso já estamos vivendo sob a égide da oitava constituição, em menos de dois séculos de História, ou seja, em média um pouco mais de duas décadas surge uma nova Constituição. As outorgadas são impostas a nação, o que caracteriza os períodos autoritários, por outro lado, as promulgadas são resultado de assembleias constituintes de representantes escolhido pela população. Assim tivemos no período imperial a Constituição de 1824 e outras todas a partir da proclamação da República: 1891 promulgada, 1834 promulgada, 1837 outorgada por Getúlio Vargas, 1946 já na redemocratização. No período ditatorial as constituições de 1967 e 1969, e novamente na nova redemocratização a atual Constituição de 1888, a do império também foi outorgada à nação.
A nova redemocratização brasileira trouxe um conjunto de novidades para o sistema político do país, foram ampliados os direitos, sobretudo aqueles relacionados à participação política, como por exemplo, a participação dos analfabetos. Também foram recuperadas as prerrogativas do judiciário e criadas condições para a participação efetiva da sociedade civil com relação à coisa pública. Muitas coisas foram conquistadas, como é de se esperar de um regime democrático que tem o cerne à participação da sociedade no destino de seu país. No entanto, ao mesmo tempo em que é possível perceber uma melhoria significativa no funcionamento da democracia brasileira, a partir da promulgação da Constituição de1988 um fenômeno de magnitude gravíssima se coloca como desafio: A Corrupção. Nessas três décadas já vivenciamos um conjunto de escândalos políticos que de certa forma nodoa a nova e incipiente democracia brasileira. Se nos atermos às tentativas de explicação para o fenômeno diria, que a forma de organização do sistema político e os arranjos para viabilizar a governabilidade, têm como cerne essencial proporcionador do surgimento em grande proporção da corrupção no país. O sistema proporcional implantado no Brasil criou o chamado “presidencialismo de coalizão”, isto é, o presidente se elege com uma quantidade muito maior de votos que seu partido recebe nas eleições para o congresso, criando assim a necessidade de alianças políticas, por sua vez, às negociações para fazer a maioria no congresso têm como moeda de troca os recursos alocados no orçamento e distribuição de cargos entre os ministérios. Atualmente são trinta e nove, um absurdo, geralmente ocupados por políticos indicados por partidos da base aliada.  As alianças garantem a governabilidade, porém, afetam o desempenho e a legitimidade do Legislativo.

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