sexta-feira, 30 de abril de 2010

CÂMARA DE VEREADORES DE MAUÉS: Novas Denúncias


CÂMARA DE VEREADORES DE MAUÉS
R$ 56.668,00 foi gasto somente com material elétrico
Vereadores Apresentam Novas Denúncias.
Presidente Miguel Gonçalves poderá ser Afastado

Por Aldemir Bentes de Maués
quinta-feira, 29 de abril de 2010



As denúncias contra o Presidente da Câmara de Vereadores de Maués não param de vir à tona. Na sessão do dia 22 de abril, o vereador Simildo Rocha, tornou público que a Câmara Municipal de Maués descontava de seus servidores, valores referentes a empréstimo consignados, mas não os repassava ao Banco, no caso, o Banco da Amazônia. Naquela sessão, se encontrava assumindo a presidência, o vereador Heraldo CB que atendendo ao pedido do vereador Simildo Rocha, repassou ao BASA, os valores devidos.
Na sessão do dia 27 de abril, Simoca voltou à carga, confirmando as denúncias da sessão anterior.
Na sessão desta quinta-feira, 29 de abril, o vereador Júnior Leite, munido de documentos comprobatórios, denunciou que a presidência da Câmara de Vereadores de Maués vem praticando atos de improbidade administrativa, peculato e fuga de licitação, criando obras fantasmas e superfaturando os mesmos serviços.
Confirmando suas denúncias, Leite citou os empenhos 0000277 de 18/09/2009, 278 do mesmo dia e 070 e mais 10 empenhos, todos para a compra de materiais elétricos destinados a reforma e adequação da fiação elétrica do prédio da Câmara de vereadores. Fazendo comparativos, Júnior Leite esclareceu que o empenho nº 000277 de 18/09/09 no valor de R$ 6.100,00 e o de nº. 000278/09, do mesmo dia, no valor de R$ 3.175,00 foi para a mesma finalidade, ou seja, compra de material elétrico (cabeamento).
Segundo o vereador, ainda foram disponibilizados, para a mesma finalidade, compras nas seguintes datas: 07/12/2009 R$ 4.680,00, 10/12/2009 R$ 3.705,00, 11/12/09 R$ 5.935,00, 14/12/2009 R$ 6.000,00. Além desses empenhos pagos, ainda citou mais 04 outros para a mesma finalidade e o que é mais grave, afirmou Leite, o empenho do dia 14/12/2009 no valor de R$ 6.000,00 (seis mil reais) foi pago ao Mercantil CB, da família do vereador Heraldo CB, configurando favorecimento e fuga de licitação.
Resumindo, o vereador Júnior Leite afirmou que só com a aquisição de materiais elétricos, a Câmara de Vereadores gastou no ano de 2009 o valor de R$ 56.668,00, o que é inadmissível, segundo ele, pois, toda a instalação do Posto de Saúde do Bairro Ramalho Júnior, que foi uma instalação nova, não reforma ou adequação, custou o valor de R$ 46.000,00.
Júnior Leite apontou ainda outras irregularidades, como gastos com pintura do prédio da Câmara que ele afirma que não houve, concretagem da calçada frontal do prédio, que também não ocorreu, caracterizando como obras fantasmas na visão do vereador.
Leite afirmou que por várias vezes procurou a presidência da Casa, mas nunca foi ouvido, desta forma, estava trazendo a público, afim de que todas as dúvidas sejam esclarecidas e para que a população possa tomar conhecimento dessas irregularidades.
Finalizando seu discurso, Júnior Leite solicitou o empenho de todos os vereadores para que seja aprovado com urgência, o projeto que torna transparente a prestação de contas da Câmara de Vereadores de Maués.

LÍDER DO PREFEITO NÃO SOUBE EXPLICAR DENÚNCIAS: O vereador Pastor Alcir, líder do prefeito e aliado do Presidente da Câmara, Miguel Gonçalves, se limitou a acusar a administração do vereador Simildo Rocha de haver devolvido o valor de R$ 150.000,00 aos cofres da prefeitura. Na visão do líder do prefeito, a improbidade administrativa, o peculato, a malversação do dinheiro público, são fatos comuns, normais, corriqueiros e que não merecem investigação, pois segundo ele, no momento em que Maués caminha um novo momento, com a parceria do Governo do Estado, esses fatos só atrapalham a andança dessas parcerias. Esquece o pastor Alcir, que desviar dinheiro público, superfaturar obras públicas é crime, que criar obras fantasmas é crime, que apropriar-se de dinheiro público para benefício próprio ou de terceiros é crime, o Pastor quer institucionalizar e legalizar o crime, afrontando as leis do país e as instituições que fiscalizam a aplicação desses recursos, contradizendo a si próprio quando usa o nome de Deus e passagens bíblicas em seus pronunciamentos.

VEREDOR SIMILDO ROCHA – Simoca- Concede entrevista.
Procurado por nossa reportagem, o vereador Simildo Rocha, concedeu entrevista buscando esclarecer as acusações do líder do Prefeito e aliado do Presidente da Câmara Miguel Gonçalves, pastor Alcir Santos.
Simoca fez mais uma grave denúncia, segundo ele, a Câmara de Vereadores em 2008, sob a Presidência de Miguel Gonçalves, descontou de seus servidores, valores em favor do SISPREV, a previdência própria dos servidores públicos municipais, mas não repassou para o órgão, somente efetuando o repasse dos valores devidos, no ano de 2009 o que caracteriza apropriação indébita. Afirmou ainda, que os mais prejudicados neste caso, seriam os servidores que estão prestes a se aposentar ou ainda, aqueles que por motivo de doença, recorressem a assistência daquela previdência, os mesmos não teriam nenhuma ajuda, pois no órgão não constava o pagamento dos valores descontados.
Outro assunto frisado pelo vereador, foi a questão do plano para reajuste dos salários pagos aos servidores da Câmara. Segundo Simoca, um assessor administrativo recebe de salário base, o valor de R$ 330,00. O presidente da Câmara tentando driblar a legislação vigente e a própria constituição federal que determina que nenhum trabalhador receba menos de um salário mínimo, implantou a chamada gratificação, no valor de R$ 180,00. Mas a gratificação não pode ser agregada ao salário. Segundo Simoca, para que a gratificação seja agregada ao salário, é preciso que o servidor, exerça a mesma função gratificada por dez anos consecutivos o que torna uma injustiça na visão do vereador. Essa forma de pagamento deforma o servidor, diminui a sua auto-estima, pois são eles, os servidores, os responsáveis pelo andamento dos serviços da Câmara. Simoca afirmou que já apresentou proposta para o reajuste dos servidores da Casa, mas nenhum esforço por parte da Mesa foi sinalizado. Desta forma, Simoca propôs a formação de uma comissão, com a participação de vereadores e servidores, afim de que se possa propor um reajuste dentro das possibilidades da Câmara e que não fira a Lei de Responsabilidade Fiscal que determina que as verbas com pessoal não pode ultrapassar 70% do orçamento.
Quando perguntado sobre o valor de R$ 150.000,00 que o pastor Alcir Santos disse que foi devolvido a prefeitura, Simoca afirmou que a verba foi disponibilizada à Câmara de Vereadores, 05 dias antes do final de sua gestão, portanto, não tinha como usar, por isso, devolveu aos cofres do município, onde, segundo ele, poderia ser usado em obras e ações em favor da população.
O vereador confirmou ainda, que em sua gestão, adquiriu um motor de popa de 40 HP para uso da Câmara de Vereadores e quando terminou seu mandato em 26/12/2006, o responsável pela manutenção do motor, Senhor Adeilton, conhecido por Deíca, assinou documento comprovando que o citado motor encontrava-se em perfeito estado de funcionamento. Mas em 2009, o presidente da Câmara, Miguel Gonçalves, gastou R$ 4.000,00 somente em aquisição de peças de reposição para o motor de popa. Agora dizem que o motor sumiu.
Quanto as novas denúncias apresentadas pelo vereador Júnior Leite, Simoca disse estar pronto a apoiar o colega e que juntos, irão até às últimas consequências para o esclarecimento das irregularidades denunciadas.

PRESIDENTE MIGUEL GONÇALVES PODERÁ PERDER O CARGO- Se as inúmeras irregularidades denunciadas pelos vereadores Simildo Rocha e Júnior Leite forem comprovadas, o caso será encaminhado ao Ministério Público para que seja instaurado inquérito, no qual, os responsáveis pelas mesmas, sejam punidos e uma das punições previstas neste caso, é o afastamento, seguido da perda do mandato e suspensão de seus direitos políticos, culminando com a sua inegibilidade por 08 anos, além do pagamento de multa e a devolução do dinheiro desviado aos cofres público.

SOCIEDADE CIVIL DEVE PARTICIPAR- Segundo os vereadores que estão à frente das denúncias de irregularidades na Câmara de Vereadores de Maués, toda a sociedade civil, representada por Associações Comunitárias, Igrejas, Direitos Humanos, ONG’s e a população em geral, devem se mobilizar junto aos órgãos: Ministério Público Estadual e Federal, OAB-Amazonas, CGU, TCE e TCU exigindo a apuração das denúncias ora apresentadas contra a Administração da Câmara de Vereadores de Maués. Qualquer cidadão que tenha conhecimento de alguma irregularidade tem o dever de denunciar, afirmaram os vereadores, pois só assim, com a participação de todos, a Câmara de Vereadores de Maués será passada a limpo, afastando da vida pública do município, os maus políticos. Quem ganha com essas ações é a população de Maués, finalizaram os Senhores vereadores.

CONVOCAÇÃO PÚBLICA: Convocamos a população de Maués para acompanharem o andamento dessas denúncias na sessão da próxima terça-feira, dia 04/05/2010. Compareçam na sessão da Câmara e leve seu apoio aos vereadores Júnior Leite e Simildo Rocha. Leve sua faixa, mostre sua indignação, peça justiça e a apuração dos fatos, faça valer seus direitos. O povo UNIDO jamais será VENCIDO. Viva a democracia, viva a transparência! Abaixo os maus políticos!


*Aldemir Bentes é filho de Maués, Escritor, Formado em Letras pela UEA – Núcleo de Maués – Maués-AM, 29/04/2010 – quinta-feira - de 20:59 às 23:56 h


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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Como SÃO e como AGEM os Pastores do DIABO








COMO SÃO E AGEM OS PASTORES DO DIABO
Por Aldemir Bentes de Maués
quarta-feira, 28 de abril de 2010

Os pastores do diabo estão infiltrados em todos os seguimentos da sociedade. Mas o que eles mais gostam, é de participar da política partidária, pousando de bons moços e sempre usam Deus como seu escudo. Tudo teatro, na verdade, eles buscam prestígio e dinheiro para aumentar o seu patrimônio.
Tudo começa quando eles infringem as regras da sociedade. Como na maioria das vezes são preguiçosos, eles começam a consumir álcool, em seguida maconha e depois, outras drogas mais potentes e proibidas como a cocaína. Como não trabalham, começam a praticar pequenos furtos, assaltos e malandragem. Gostam de exibir seus corpos e para isso, usam a tatuagem no todo ou em parte dele.
Depois de praticarem os atos mais absurdos condenados pela sociedade, são presos e a maioria deles, depois de pós-graduados no mundo do crime, busca a proteção ingressando em uma seita ou religião. Como são exímios fingidores e calculistas, eles se mostram arrependidos de seus crimes, relatam seus feitos durante os cultos ou pregações religiosas e depois de ganharem a confiança dos fiéis, eles começam maquiavelicamente, a planejarem a sua ascensão na hierarquia da Igreja ou seita.
Ao ganharem a confiança da maioria dos fiéis e dirigentes da Igreja ou seita, eles começam a preparar seu ingresso na vida pública através da política partidária.
Usam os votos dos fiéis para ganharem as eleições e nada fazem que justifique suas presenças no parlamento.
São umas aves de rapinas, pessoas da pior espécie, pois se preciso for, vendem a alma a troco de dinheiro. Gostam de negociatas, chantageiam, cobram, mentem, tudo para se manterem no poder e em evidência.Para impresionar, só andam bem vestidos.
Geralmente fazem uso do rádio, através de programas religiosos, nos quais eles dramatizam, choram, gritam, invocam Jesus, expulsam demônios e propagam que a sua religião é a melhor, que o seu Deus é o melhor, que na sua Igreja os milagres acontecem. O povo menos esclarecido acredita em suas pregações e buscam essas igrejas ou seitas para solucionarem seus problemas. A armadilha está preparada. Os fiéis de boa fé tornam-se prisioneiras desses parasitas e pseudos salvadores de almas.
Geralmente gostam de mostrar sua condição de rico, andam em carros novos ou seminovos e sempre usam adesivos com temas religiosos decalcados em seus veículos.

Quando acuados, denunciados, ameaçados, citam em seus discursos, passagens da bíblia, invocam Deus. Sussurram frase de efeito “quem planta o bem, colherá o bem”, “quem planta o mal, colherá o mal”. Ledo engano, no fundo o que eles querem e gostam é do status e do dinheiro que sua condição pode lhes proporcionar. Se rato gosta de queijo, eles gostam de dinheiro!
CUIDADO!
Eles contagiam e viram a cabeça de muitas pessoas. Seus discursos são repletos de insinuações de bom comportamento, combatem (?) a violência e são uns vira folhas natos: Para onde rolar mais dinheiro e poder, lá estarão eles fazendo o que gostam de fazer, ENGANAR o POVO menos esclarecido e de boa fé.

VOCÊ CONHECE ALGUM TIPO DESSES??? ELE PODE ESTAR MAIS PRÓXIMO DE VOCÊ DO QUE VOCÊ PENSA. CUIDADO!!!!
Sugestão: Busque saber da vida dessas tristes pessoas que só enganam e iludem as pessoas de bem, não acredite nelas, pois você poderá ser a próxima vítima.


Sobre o autor deste Artigo: É alcoólatra, já caiu várias vezes nas ruas de Maués (ver biografia em seu livro Maués, Contos e Lendas), foi funcionário (passou por concurso público), por 14 anos do ex-BEA, pediu demissão e jamais foi punido por qualquer ato de improbidade administrativa. Suas declarações de Imposto de Renda estão à disposição de qualquer cidadão de Maués. Sua casa, pobrezinha, está paga, sem precisar se envolver com agiotagem, sem tatuar seu corpo, sem mentir para tirar proveito próprio, sem participar de nenhuma trama para ganhar dinheiro fácil, sempre trabalhando honestamente e quem pagou foi sua família. Bêbado sim, sem vergonha? Jamais, o resto? A história vai dizer, podem esperar...

*Aldemir Bentes é filho de Maués, ALCOÓLATRA, Escritor, Formado em Letras pela UEA – Núcleo de Maués – Maués-AM, 28/04/2010 – quarta-feira - de 12:40 às 13:56 h
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SIMOCA - Não foge ao DEBATE - Reafirma suas Denúncias


CÂMARA DE VEREADORES DE MAUÉS.
Vereador SIMILDO ROCHA mostra maturidade nos debates.
Por Aldemir Bentes de Maués
quarta-feira, 28 de abril de 2010

Com a presença de 08 vereadores em plenário, a sessão da Câmara de Maués desta terça-feira, dia 27 de março de 2010, teve a participação positiva, consciente, responsável e madura do Vereador Simildo Rocha – o SIMOCA. Nesses anos de seguidos mandatos, SIMILDO vem demonstrado ultimamente que aprendeu com os mandatos que vem exercendo e cada vez mais vem se destacando no desempenho de suas funções de vereador que o povo lhe outorgou.
Rocha voltou a reiterar as denúncias que fez na última sessão do Poder Legislativo. Enfatizou sua preocupação com as reformas na Lei Orgânica do Município, convocando os demais vereadores a darem início na reforma da citada Lei, haja vista que a Direção da Casa ainda não contratou os advogados que deveriam acompanhar e dar suporte as mudanças.
Com serenidade e conhecimento de causa, SIMOCA voltou a se referir a falta de repasses em tempo hábil ao Banco da Amazônia dos valores relativos aos empréstimos consignados feitos pelos funcionários da casa. Embora, segundo Simoca, o valor já tenha sido pago pelo presidente interino Heraldo CB, o ato em si é uma atitude que não deve nunca mais acontecer, pois causa constrangimento nos membros da Câmara e aos servidores.
Quanto a questão do julgamento das contas do ex-prefeito Sidney Leite, que segundo Simoca deveria ir a votação em plenário no dia de hoje, teve a votação, truncada pela mesa diretora. Mostrando conhecimento da Constituição Federal, Estadual, Lei Orgânica do Município e do Regimento Interno, Simoca se posicionou pela votação em plenário, pois segundo ele, na Comissão de Finanças, ocorreram dois votos pela aprovação, da vereadora Martinéia e do próprio Simildo e do voto contrário do vereador Heraldo CB.
Simoca afirmou que a votação tinha que ir ao plenário, pois o voto contrário na Comissão de Finanças, já era voto vencido. Ademais, existem prazos os quais devem ser cumpridos pela Câmara.
Simoca voltou a carga, afirmando que se estivesse errado em suas afirmações, renunciaria ao seu mandato de vereador.
O presidente da Câmara em seu discurso, confirmou a falta de repasse ao Banco da Amazônia com atraso de 12 dias, culpando sua secretária que estava enferma e não concluiu os serviços para saneamento da dívida. Reportou-se também que já assumiu vários cargos públicos e todos desempenhados com responsabilidade, afirmando “talvez quem fala a meu respeito, enquanto eu trabalhava, ele deveria estar bêbado nas calçadas, pois é alcoólatra”. Disse mais, que o que ganha é suficiente para comprar carro e que não ganha R$ 600,00 reais e troca de moto todos os meses”. Condenou as denúncias levadas ao conhecimento público pelo vereador Simoca, alegando que o problema deveria ser antes levados para discussão com a Presidência, não levar a público, ainda culpou o BASA por falta de ética profissional, sendo aparteado pelo Vereador Júnior Leite que explicou a ele que isso não ocorreu e sim uma informação a um cliente que buscou um empréstimo junto aquela casa bancária.
Simoca, sereno e didático, voltou a confirmar suas afirmações e propôs conversar e colocar a par o vice-presidente da Câmara de Maués (que disse nada saber) das inúmeras irregularidades que estão ocorrendo, salientando que todas as informações que solicita a mesa da Câmara, nunca são atendidas.

Está de parabéns o vereador Simildo Rocha – SIMOCA, por sua coragem, pela sua atitude em exercer o seu cargo de vereador em defesa da transparência e de levar ao conhecimento do público dos problemas vividos pela Câmara de Maués. Enquanto isso, nada foi explicado a respeito das irregularidades apontadas pelo vereador Simoca.

Sobre este Artigo: O texto aqui escrito procurou apenas reproduzir os comentários dos Senhores vereadores, suprimindo vários trechos.

Sobre o autor deste Artigo: É alcoólatra, já caiu várias vezes nas ruas de Maués (ver biografia em seu livro Maués, Contos e Lendas), foi funcionário (passou por concurso público), por 14 anos do ex-BEA, pediu demissão e jamais foi punido por qualquer ato de improbidade administrativa. Suas declarações de Imposto de Renda estão à disposição de qualquer cidadão de Maués. Sua casa, pobrezinha, está paga, sem se envolver com agiotagem, quem pagou foi sua família. Bêbado sim, sem vergonha? Jamais, o resto? A história vai dizer, podem esperar...

*Aldemir Bentes é filho de Maués, ALCOÓLATRA, Escritor, Formado em Letras pela UEA – Núcleo de Maués – Maués-AM, 28/04/2010 – quarta-feira - de 00:21 às 02:06 h
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sexta-feira, 23 de abril de 2010

FOTO DO DIA: A luta contra a água



A empresa responsável pelas obras da Orla Fluvial de Maués, luta desesperadamente para conter as aguas do Rio Maués Açu que atingiu toda a extensão da obra. Construi-se uma barragem com tábuas, não deu resultado, agora, tentam aterrar a área alagada. Reconhecemos o esforço para que a obra não paralise, entretanto, é preciso alertar para os estragos ambientais que esta prática causará ao meio ambiente. O barro usado, em contato com a água, será dissolvido, se alastrando por toda a área da orla no sentido do Bairro Ramalho Júnior. Significa dizer que toda essa área terá suas praias afetadas pelo barro do aterro. É necessário e urgente que as autoridades ambientais do município façam o levantamento do local para, buscar solucionar o problema que se criou, sob pena da perda de nossas praias nas adjacências. Com a palavra, nossas autoridades ambientais. Foto tirada em 23/04/2010. - 13:00 h

DENÚNCIA: Que VERGONHA!








CÂMARA DE VEREADORES DE MAUÉS.
Desconta parcela de empréstimos de SERVIDORES, mas não repassa para o Banco.
Por Aldemir Bentes de Maués
quinta-feira, 22 de abril de 2010

Na sessão da Câmara Municipal de Maués, desta quinta-feira, 22 de abril, o vereador Simildo Rocha – SIMOCA - Fez graves denúncias contra a administração daquele Poder Público. Simoca usou da tribuna para denunciar que um dos servidores que serve em seu gabinete, contraiu empréstimo consignado junto ao BASA, cuja última parcela foi quitada no dia 23 de março. Como o citado servidor precisou de recursos para suprir suas necessidades, procurou o Banco da Amazônia, onde recebe seus vencimentos e buscou junto ao mesmo, novo empréstimo consignado. O Banco negou o empréstimo, alegando que a Câmara Municipal de Maués não repassou os valores das parcelas descontadas dos servidores.
Simoca mostrou o documento emitido pelo Banco negando a concessão de crédito, omitindo obviamente, o nome do servidor. O vereador Simoca recebeu apartes dos Vereadores Júnior Leite, Cléa Brasil e Martinéia que juntos, pediram que a presidência da Câmara quitasse de imediato a dívida com o Banco da Amazônia, pois o repasse oriundo da Prefeitura de Maués, já estava disponível na conta bancária da Câmara Municipal.
Segundo Júnior Leite, é inadmissível que um poder como a Câmara, que recebe mensalmente, cerca de R$ 167.500,00 de repasses da Prefeitura, retenha recursos que não lhes pertence e que já foi descontado dos vencimentos dos servidores que contraíram empréstimos para desconto em folha de pagamento.
Simoca fez um comparativo entre sua administração como Presidente que foi da Câmara de Maués, e a atual, refazendo cálculos simples, insistiu na denúncia de improbidade administrativa e solicitou reiteradas vezes que o presidente interino da Câmara, Vereador Heraldo CB, pagasse de imediato a dívida junto ao Banco da Amazônia para não prejudicar os servidores daquela Casa.
A vereadora Martinéia propôs que a comissão de finanças da Câmara buscasse saber os motivos que causaram a retenção dos valores descontados dos servidores e o não repasse para o Banco da Amazônia.

O vereador Simoca ainda fez relatos denunciando a falta de materiais de expediente, falta de toner, indisponibilidade de serviço de reprodução de cópias, atraso na entrega da Cédula “C”, documento essencial para a declaração do imposto de renda dos vereadores e servidores com direito a restituição ou obrigados a declararem o imposto. Simoca justificou suas denúncias, dizendo que não estava citando nomes e nem culpados e que a mesa diretora da câmara não tinha culpa, acrescentando que junto com o vereador Júnior Leite fotografaram o almoxarifado da Câmara e que encontraram inúmeras irregularidades e cobrou a imediata solução para os problemas.
Finalmente os Senhores vereadores começaram a perceber quão tamanha são os graves problemas de ordem administrativa que se acumularam na direção da Câmara Municipal de Maués. São graves essas denúncias, pois vão de encontro aos valores éticos que qualquer servidor público deve ter. Apropriar-se de dinheiro público é passivo de punição que pode gerar na cassação do agente público, suspendendo seus direitos civis e políticos. É chegada a hora de PASSARMOS a limpo a CÂMARA MUNICIPAL DE MAUÉS. Finalmente, os Senhores vereadores começaram a exercer os seus papéis. Essa atitude, que visa moralizar o poder legislativo municipal é louvável e digno do apoio de toda a população de Maués. Agora, os Senhores Vereadores, até o Pastor do Diabo (que só pensa em dinheiro), têm a obrigação ética e moral de levarem adiante esse questionamento, pois existem muitos desmandos por detrás da atual administração. Os valores recebidos pela Câmara que não são prestados a devida conta, antes, havia diariamente, no mural da Câmara, o saldo em conta corrente, onde constavam o saldo anterior, as entradas e saídas e o saldo atual. Hoje o todo poderoso, inatingível presidente da Câmara não dá satisfação a população do uso do dinheiro público que a Câmara recebe. É preciso saber SENHOR presidente todo poderoso, que você apenas está exercendo um cargo temporário e sabe Deus como conseguiu, às custas de votos de pessoas que acreditaram em você. Nós enquanto povo, precisamos de dirigentes, não de mercenários, de egoístas que só pensam em tirar proveito do poder ao qual representam. O todo poderoso Presidente da Câmara de Maués é egoísta quando desfila em carro de custo elevado e nós sabemos a quem pertence de fato, entretanto, não sabemos quem e quanto se paga por esse carro. Enquanto isso, centenas de pessoas passam fome em nossa cidade, enquanto famílias inteiras não têm onde morar com dignidade, as casas do eleitoreiro Novo/Velho Bairro estão se deteriorando, enquanto o todo poderoso Presidente da Câmara apresenta carta à direção de empresa, buscando afrontar pessoas que não concordam com suas atitudes, cujo funcionário, entrou através de concurso público e nada lhe deve, deve apenas a infelicidade de tê-lo como Presidente de um Poder tão importante como é o Legislativo, enquanto você busca prejudicar esse funcionário, a Câmara retém (inexplicavelmente) dinheiro descontado dos salários dos servidores. É, pomposo Presidente da Câmara, ponha na sua cabeça que Maués não é habitado por idiotas, lembre-se que aqui temos a UEA, UFAM, Faculdade Particular e brevemente o IFAM. Maués não é mais província e nem é, como você deve pensar, seu patrimônio particular, e nem está à disposição de espertalhões que usam o poder político para proveito próprio. Aqui em Maués temos pessoas que conhecem e exigem seus direitos e sabem buscar esse direito quando os mesmos são negados. Vem quente, estamos fervendo, quem for podre que se quebre. Temos uma história, cujo defeito é que não concordamos com injustiças praticadas por pessoas que pensam estar acima da lei.




PARABÉNS vereadores Simildo Rocha, Cléa Brasil, Júnior Leite, Martinéia, se vocês forem a fundo, certamente descobrirão muitas irregularidades que correm ocultamente nas transações da Câmara municipal. Vocês ficarão na história desse município e serão sempre lembrados como os vereadores que venceram o medo e cansaram de tolerar maus administradores. O papel do vereador parece que começou a ser exercido na Câmara de Maués. E contem com o apoio da população de Maués, pois os verdadeiros cidadãos aprovam as Vossas atitudes. PARABÉNS!!!!!!!!!!
Sugestões: Busquem saber quem paga e o valor do carro que o Presidente usa.
Busquem saber quem é o proprietário ou proprietária do mesmo.
Se o citado veículo foi declarado no Imposto de Renda do proprietário ou proprietária.
Qual a fonte de recursos para a aquisição do mesmo?
Se o proprietário ou proprietária possue renda que justifique a aquisição de um veículo de alto valor.
Qual o valor do montante descontado dos servidores e não repassados pela Câmara ao Banco da Amazônia?
Por que está ocorrendo à falta de materiais?


*Aldemir Bentes é filho de Maués, Escritor, Formado em Letras pela UEA – Núcleo de Maués – Maués-AM, 20/04/2010 – terça-feira - de 22:09 às 00:30 h
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quarta-feira, 21 de abril de 2010

A VERDADE POR DETRÁS DA MÍDIA
















A VERDADE POR DETRÁS DA MÍDIA
Maués vive um caos na Educação da Zona Rural
Por Aldemir Bentes de Maués


À véspera do feriado de Tiradentes, sinto-me na obrigação de dar o grito de liberdade, “Libertas quae sera tamen” – Liberdade ainda que tardia - e com muita honra dirigir-me aos meus irmãos do interior, os quais tive a liberdade de conversar com muitos deles que, sem medo da Ideologia do Rádio” falaram de suas frustrações, decepções e revolta com o caos no qual vive o interior de Maués. São gritos de liberdade que ecoam pelos quatro cantos de nosso município.
Numa linguagem comum a todos nós, tive o privilégio de expor a muitos deles, lideranças comunitárias, coordenadores e comunitários, as nossas ideias e pude ainda, ouvir suas sugestões e propor soluções conjuntas, com a participação da comunidade nas quais eles vivem.
Expus a eles seus direitos, seus deveres, falamos da questão da cidadania, na qual o cidadão tem que ser participativo, crítico e exigir das autoridades, o cumprimento das leis em favor do coletivo. Expliquei que todos os recursos públicos devem ser fiscalizados por todos os cidadãos de uma comunidade. Falei dos recursos que Maués recebe, seja por força de lei, seja por força de convênios, cujas obras estão paralisadas, outras atrasadas e ainda, outras que não funcionam, causando prejuízos a nossa população.
Diante de minhas explicações através do diálogo, eles passaram a relatar a verdadeira situação de suas comunidades. Os problemas são volumosos e as autoridades só “fazem promessa”, mas de concreto nada resolvem.
Enquanto a ideologia do rádio faz barulho através da mídia, televisão, rádio e do jornalzinho colorido, a EDUCAÇÃO no interior está MORRENDO e ninguém faz nada. Por competência dos professores da Escola João Paulo II que conseguiram obter a maior pontuação dentre as escolas ESTADUAIS do interior amazonense, a ideologia do rádio comemora como se fosse mérito deles, mas por detrás dessa farsa, desse engodo, a realidade de nossa educação é uma das piores do interior do Estado.
No São José do Limão Grande não está havendo aulas até hoje, por falta de professores, desta forma, todos os alunos daquela escola estão sendo prejudicados e seus pais não sabem a quem recorrer. Procuram a SEMED e eles só fazem promessas.
No Novo Paraíso, na Escola Bom Jardim, no Rio Parauari, não está havendo aula, o problema é o mesmo, a falta de professor.
O problema se repete na Comunidade de São José do Igapó, onde a escola não oferece condições físicas, o telhado está comprometido e assim, chove mais dentro que fora da escola.

Na Escola Salime Benchaya no Rio Parauari, o prédio precisa de reforma e de um professor noturno, pois a noite não está tendo aula e quem sai prejudicado são os alunos e seus pais que não têm condições de manter seus filhos estudando na cidade.
Na Escola Santo Antonio também está sem aula, falta professor e a reforma da escola.
Frente a tantas reclamações, um Senhor da Comunidade de São Sebastião dos Moraes, denuncia que o famigerado e eleitoreiro ENGANA CIDADÃ ainda não lhe repassou (pagou) três meses da bolsa de R$ 50,00.
É a voz do povo, reclamando, reivindicando e buscando seus direitos. Outro descaso que eles denunciam é a forma como são ministradas as obsoletas aulas multi seriais, na qual o pobre professor (com minguado salário) tem que ministrar aulas para CINCO séries diferentes no mesmo espaço. É um absurdo!! Ainda assim, eles são arrogantes quando professores buscam alguma informação na tal SEMED. Lá existe uma MULHER arrogante (e que só vive na igreja) que humilha os pobres coitados que buscam alguma informação.
Enquanto os comunitários buscam uma solução por parte do poder público para sanar seus problemas, o chefe da ideologia do rádio dá voos rasantes em frente a Maués, aprendendo a pilotar avião, promove viagens com despesas astronômicas, onde são consumidas muitas bebidas e a farra é grande. Dizem que o ex vendedor de salgado das ruas (como ele se gaba, mas eu também vendi, o Cacetão, o Bandaca e outros) nem “sabe beber Whisky”, mas se EMPAVULA na frente de seus puxa sacos.
Que ele faça suas farras, mas cuide primeiro de solucionar os problemas reclamados pela sociedade. Que deixe um pouco a pavulagem de lado e seja mais realista, autêntico e coerente. Maués não é a Arábia Saudita, não produzimos petróleo, nossa agricultura é fraca, nosso comércio é varejista, portanto, nossas receitas são limitadas, PARE de se pavonear e cuide daqueles que o elegeram, balançaram sua bandeira, lutaram pela sua reeleição.
Mas isso também serve como advertência aos incautos eleitores de Maués, não foi por aviso, AVISAMOS, pois conhecemos a fome de poder e de dinheiro dessa gente. Pra eles o que importar não é a pessoa e sim, o que essas pessoas podem lhes proporcionar para lhes manter no poder. A eleição está chegando, vamos ver agora se esses que estão se sentindo enganados, humilhados, desprezados, ainda vão votar nos candidatos que a Ideologia do Rádio vai tentar IMPOR, muitos deles, pára-quedistas da vida. É um aviso, depois não venham se queixar e chorar, são quatro anos e a mordida deles tem a potência de um Pitbull, segura e não larga.

Todo esse caos na Educação do Município são reflexos da falta de investimento e de uma política séria para a Educação. Faltam professores, falta qualificação e melhores salários, falta reformar e ampliar as escolas existentes, falta dotar as escolas de estruturas que possam oferecer aos alunos mais lazer, opções para seu desenvolvimento físico e mental, faltam bibliotecas com temas diversificados, pois as escolas só possuem livros didáticos, falta informatizar as escolas e a aprovação de um Plano de Cargos e Salários do Magistério Municipal como forma de incentivar o professor. Promover URGENTEMENTE concurso público direcionado exclusivamente a professores para atuarem na zona rural. Aplicar o dinheiro da educação na educação, tornar os gastos com educação mais transparente possível com a participação efetiva da sociedade através dos conselhos.
Enquanto a televisão está mostrando à distribuição de brinquedos as crianças do interior, agora essas mesmas crianças estão sem aula, é contraditória a famosa frase da ideologia do rádio, “Quem Ama Cuida”, SERÁ?????


Abraço forte a todos os irmãos do interior. Teremos novas oportunidades para debatermos nossos problemas.


*Aldemir Bentes é filho de Maués, Escritor, Formado em Letras pela UEA – Núcleo de Maués – Maués-AM, 20/04/2010 – terça-feira - de 22:00 às 23:29 h
Visite o Blog do Aldemir: http://blogdoaldemirdemaus.blogspot.com/search?q=
Opine, critique, colabore, comente: e-mail: aldemirbentes.maués@hotmail.com


“Não jogue este texto na via pública, mantenha limpa a nossa cidade”

sábado, 17 de abril de 2010

Texto enviado por um grande amigo: Walfredo Rego Filho


Aldemir Bentes - Águia de Maués
O grande imortal Rui Barbosa foi eternizado com o epíteto: Águia de Haia, devido ter demonstrado sua rica e eclética sabedoria ao representar o Brasil na mais alta corte internacional de seu tempo e de sua época. Pegando essa "carona" histórica, quero homenagear com o título de Águia de Maués o igualmente sábio Aldemir Bentes, valoroso companheiro de lutas que conheci em Maués. O povo daquela bela e hospitaleira cidade, ainda não conhece a verdadeira importância política e cultural do homenageado. Hoje, Aldemir Bentes é o principal historiador de Maués.
Bacharel em Letras e pós-graduado na Universidade da Vida, que exige de seus formandos: coragem, sabedoria e persistência, Aldemir é um competente servidor público, atento observador dos acontecimentos, ele representa para seu povo o sentinela e o arauto. No primeiro livro que publicou, ele deliciou o leitor com histórias e estórias da nossa Maués.

O Águia de Maués, a exemplo das águias naturais, olha do alto e ao longe. Consegue ver o que muitos ignoram ou não dão a devida percepção. A história de Maués, contada por Aldemir Bentes e seus amigos - entre os quais me incluo -começa a ser contada de forma objetiva, didática, sem retoques. O dever dos pensadores, dos escritores e formadores de opinião é registrar os acontecimentos do seu tempo como se fossem fotografias, agora em alta definição, para ter o devido crédito e autenticidade.

Continue voando e vendo, amigo Aldemir. Seus registros e observações têm ajudado a conscientizar nosso sofrido, mas amável, povo de Maués. A Águia pousou!

CARTA DE UM ENGANADO


CARTA DE UM ENGANADO
*Por Aldemir Bentes de Maués

O agricultor Oirato Atseb, a esposa Airato Atseb e os filhos Adner de 9 anos e a menina Ãdadic de 6 anos, sempre sobreviveram com dificuldades. Em sua pequena propriedade no interior de Maués, plantavam pequenas culturas como a mandioca, o cará, a macaxeira, a laranja e dois quadros de guaraná, o suficiente para seu sustento e de seus dois filhos. A pesca e a caça eram outras atividades que complementavam o sustento da família. A produção era pouca, mas dava para eles levarem a vida sem passar fome.
A noite sempre que o casal conversava, faziam planos e traçavam metas, objetivando o futuro dos filhos “não queremos que nossos filhos tenham o mesmo destino que nós” concordavam. Temos que conseguir uma casa na cidade e então, levaremos nossos filhos para estudarem afim de que um dia possam ser alguma coisa na vida, um médico, um professor, quem sabe nossa filha não seja uma doutora? Previa o pai entusiasmado. Se conseguirmos, minha velha, você vai com as crianças e eu fico aqui trabalhando para garantir o sustendo de vocês na cidade. Ambos não eram alfabetizados, mas liam alguma coisa de forma pausada e soletrando, assim, conseguiam entender alguma coisa escrita. Com sacrifício, da venda do guaraná da safra passada, conseguiram comprar um radinho de pilha na lojinha do Peruano para ouvir o Edson Simões e as notícias da cidade. O rádio era o maior bem da família, pois através dele ele sabia o que estava acontecendo na cidade e até comentava com outros vizinhos.
As suas esperanças, os seus objetivos, pareciam que todos seriam realizados, a mudança para a cidade, os filhos na escola, satisfação geral. Até que um dia, por curiosidade, ele mexendo na sintonia do seu radinho, no horário de meio-dia, sintonizou uma outra rádio diferente da do Edson Simões, foi aí que começou a sua DESGRAÇA.
No rádio, uma voz fanfarrona anunciava notícias da cidade. Todas elas faziam apologia a grande administração que acontecia no município de Maués. As informações eram de que Maués se transformou em um canteiro de obras e que estava até faltando trabalhadores. Dizia que o Bolsa família tinha mais de 4 mil famílias cadastradas, que o esgotamento sanitário seria inaugurado, que o novo bairro também, que o programa Leve Leite estava funcionando plenamente e que muitas famílias, mais de 03 mil, recebiam R$ 50,00 (cinquenta reais) por mês, isso sem precisar fazer nada. Além dessas obras, o radialista fanfarrão e arrogante, ainda colocava no ar o depoimento de uma pessoa que reforçava suas afirmações, uma dessas declarações o já contaminado Oirato Atseb até decorou “pessoas que se dizem filhos de Maués, mas que são mal informadas, não entendem e ficam falando besteira, eu vou continuar a trabalhar pelo povo, DOA a QUEM Doer” – Foi a gota d’água. O pobre homem endoidou. Parou de trabalhar no roçado, não pescava mais, o horário de meio dia tornou-se sagrado, em suas conversas ele só comentava o que ouvia no rádio. Nem os comentários do Edson Simões ele não mais acreditava e passou a falar para sua mulher que “chegou a hora de realizar os nossos sonhos”. Vou para Maués mulher, vou trabalhar e juntar dinheiro e depois tu vai com as crianças.
Pela manhã ele ouvia o Cascais, mas ao meio-dia era o tal jornal do fanfarrão e ele até aplaudia quando o radialista fanfarrão chamava as pessoas de idiotas, imbecís, pseudos, apesar de não saber o significado real da palavra, mas achava bonito – P S E U D O. Deve ser algum elogio, imaginava ele. Já dominado em seu cérebro pela ideologia do rádio, o pobre agricultor deixou a família e rumou para Maués. No dia da partida ele confidenciou a sua mulher “minha velha, vou conseguir uma casa no novo bairro, vou trabalhar no esgotamento sanitário, vou me cadastrar no renda cidadã e ai eu recebo R$ 50,00 por mês, mais o que eu ganhar trabalhando, já que não vou pagar aluguel, logo estarei mandando buscar vocês e assim, realizaremos nossos sonhos, o leite está garantido, pois o homem do rádio diz que está funcionando” com um sorriso pálido e as lágrimas descendo o rosto o homem ruma para Maués, trazendo na mente uma esperança que não era só sua, mas de uma família sonhadora.
Depois de um mês na cidade o pobre homem se sentiu enganado e traído, pois a realidade da cidade era outra. Procurou o canteiro de obras do esgotamento sanitário, mas ninguém sabia informá-lo de como chegar lá. Foi então que ele lembrou de outra obra que o homem do rádio falava, o aterro sanitário. Indagou, indagou e até que enfim alguém disse onde ficava, na estrada do Bacabal. O homem foi até lá. Chegando, outra decepção, só havia mato, um monte de areia, uma casa de alvenaria ainda não acabada e um esqueleto de uma armação de casa erguida em madeira, além de uma enorme placa que o homem tentou ler, mas não conseguiu entender.
Voltou mas não desistiu. Procurou a Assistência Social do Município mas não conseguiu se cadastrar para receber os R$ 50 mangos, informaram que o Programa estava suspenso no momento. Perguntou pelo programa do leite e uma Senhora fez uma piada “ acabou meu filho, a vaca (mecânica) foi pro brejo”. Mesmo assim, não desistiu. Procurou a prefeitura para tentar falar com o “ome” que sempre falava no rádio que iria lutar pelo povo, doece a quem doece. Não obteve êxito, informaram a ele que o mesmo estava viajando, Manaus, Brasília e se desse tempo, retornaria a Maués, não para atender o povo e sim, para pilotar um avião que dá vôos razantes por sobre a ilha e o Rio Maués Açu.
Com os ânimos esgotados, ele procurou o Edson Simões, pois estava precisando mandar notícias para a família. Com a ajuda de uma pessoa que ele conheceu e onde estava morando, escreveu uma carta e levou ao Edson Simões, pedindo que ele lesse para sua família no horário do Cascais, pois tinha medo que em outro horário, ela estivesse ligada no tal jornal que disparafusou sua cabeça.

A carta relatava: “Minha velha, beijos nas crianças. Ao escrever esta, estou bem de saúde. Tô fazendo alguns bicos limpando quintal, assim consigo um dinheirinho para comprar um peixe ou melancia que está de R$ 2,00 e R$ 3,00 na feira do produtor. Não consegui trabalho, as obras que o homem falava no rádio, procurei, mas todas estão paradas, as que estão funcionando, já estão ocupadas as vagas. O tal R$ 50,00 reais, me disseram que está suspenso e a casa do conjunto não mora ninguém, ví umas máquinas do governo do estado trabalhando “alisando” as ruas. Acho que não iremos conseguir colocar nossos filhos na escola. Me informaram que a escola Santina Prado não mais irá funcionar no seu antigo prédio e muitas crianças terão que procurar outras escolas, longe de suas casas, para continuar os estudos. Também me mostraram os locais do Leve Leite, estão todos abandonados e olha que cada um custou cerca de R$ 14.000,00, foi o que me disseram. Tentei falar com o “ome” que dizia que lutava pelo povo, doece a quem doece, lembra? Pois é minha velha, ele não pára aqui, vive viajando, acho que ele está realizando um sonho de criança, queria voar de avião, acho até que ele trabalha pro governador ou pro Presidente, pois ele só vive em Manaus ou em Brasília. Minha velha, não fique triste e nem com raiva de mim, fiz o que pude, mas não consegui realizar aquilo que conversamos. O “seu” Edson Simões, junto com alguns amigos dele, está conseguindo um rancho e dinheiro para eu voltar. Assim que ele me repassar, vou embora o mais rápido possível e nunca mais vou sintonizar naquele maldito jornal do radialista fanfarrão. Vamos é cuidar do nosso guranazal, o quilo estão pagando R$ 28,00.
Até breve minha Velha,

Oirato Atseb”

TIRE SUAS CONCLUSÕES
Falta revisar.



*Aldemir Bentes é filho de Maués, Escritor, Formado em Letras pela UEA – Núcleo de Maués – Maués, 02 e 03/01/2010 – das 21:30 às 00:43 h

Não jogue este texto na via pública, mantenha limpa a nossa cidade!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O QUE É SUBJETIVIDADE

O QUE É SUBJETIVIDADE
*Por Aldemir Bentes de Maués

A palavra subjetivo (adjetivo) é usada para exprimir aquilo/aquela ou aquele que não é objetivo, ou seja, não é real. O filósofo grego Platão, usava esse termo para exprimir seu mundo “IDEAL”, que segundo ele, se encontrava no pensamento, no campo das ideias, não existia concretamente. No mundo subjetivo de Platão tudo era perfeito, funcional, daí a expressão “amor platônico” que traduzido ao pé da letra significa “amor perfeito”. Outro filósofo que também fez uso da subjetividade foi Aristóteles para explicar a subjetividade VS objetividade. Segundo ele, a subjetividade (pensamento) constrói as imagens, letras, palavras e a objetividade (representação gráfica/realidade), a torna objetiva, REAL. Resumindo, tudo o que falamos ou expressamos através de imagens ou caracteres, primeiro, são construídos no pensamento (subjetividade) e assim que são expressas através da fala ou caracteres (no caso da língua/falada/escrita), se tornam concretas, objetivas.
Para SIGMUND FREUD, pai da psicanálise, todos os nossos pensamentos, lembranças atuais e passadas estão ligadas por meio de conexões e nada é motivada por acaso, sempre há uma relação. Partindo da premissa de que o Consciente é apenas uma pequena parte da MENTE, ele buscou estudar um campo mais vasto, estudou as partes expostas (acessíveis) e as partes ocultas da mente, as quais denominou de “pré-consciente” e “Inconsciente”. No pré-consciente estão armazenadas as lembranças mais recentes e de uso constante, como por exemplo, a comida que você mais gosta, a sua rua, o seu nome, o seu bairro, o número do seu telefone, os nomes de seus familiares, etc. No inconsciente, estariam às lembranças remotas e de menor uso ou que foram reprimidas ou excluídas da consciência, mas que estão ligadas, de forma “Inconsciente” e que não foram perdidas e sim guardadas e que não são permitidas serem lembradas.
Assim sendo, para Freud a maior parte da consciência é inconsciente. Ali estão os principais determinantes da personalidade, as fontes da energia psíquica, as pulsões e os instintos. (1920, livro 13, pp. 41-2 na ed. bras.)

Ferdinand de Saussure, pai da linguística, também usa a subjetividade e objetividade para explicar a teoria do SIGNO = Significante (que corresponde a parte física, galho, folhas, tronco de uma árvore, por exemplo) e Significado, a "imagem acústica" (mental).
Desta forma, para Saussure, não existe Signo sem Significante e Significado, pois um “depende” do outro. No caso da língua, existe a língua (parte subjetiva – Coletiva) e Fala (concreta-Individual).

Se os filósofos gregos, Platão e Aristóteles, o psicanalista SIGMUND FREUD (Freud explica) e o linguista suíço Ferdinand de Saussure estivessem vivos, talvez eles pudessem explicar algumas OBRAS em andamento na cidade de Maués.
Tomemos como exemplo a denominada Praça de Alimentação “ImaGINAÇÃO JAPONESA” orçada em R$ 121.728,12 que está sendo construída na Estrada dos Moraes em frente a sede do União Esporte Clube.
O nome da praça é “GENIAL”, Imaginação (SUBJETIVIDADE, ninguém vê), japonesa. Para Freud, os materiais, restos de entulhos, pedra, areia, capim, pedaço de calçada, barracão abandonado, seria a “Consciência”, a lembrança atual, visível, concreta e de fácil acessibilidade. O “pré-consciente” seria a conclusão da obra, pode ser “lembrada” e concluída. O “inconsciente” seria o valor da obra, o prazo para conclusão, isto é, NINGUÉM mais lembra ou não quer lembrar. O consciente reprime, exclui.
Para Platão, o mundo ideal seria o projeto (mundo ideal/Subjetividade), a conclusão e a efetiva utilização da obra pelos habitantes de Maués, (mundo REAL/Imperfeito/OBJETIVIDADE). Talvez ele fosse capaz de tornar concreta a obra planejada, isto, através da subjetividade.
Já Ferdinand de Saussure diria que o SIGNO, pela primeira vez estaria incompleto, pois o que está completo, neste caso, seria o SIGNIFICADO, a parte acústica, a imagem, a pronúncia da frase: “praça de alimentação imaginação japonesa”. O SIGNIFICANTE, a parte concreta, só restaria mostrar o que a foto mostra, uma obra “INACABADA”.
Mentira ou verdade? É só conferir e IMAGINAR como Maués contribuiria muito com os teóricos e estudiosos aqui citados.
Viram como é fácil estudar filosofia, psicanálise e linguística em Maués, os exemplos estão ao nosso alcance, basta querer enxergar.

*Aldemir Bentes é filho de Maués, Escritor, Formado em Letras pela UEA – Núcleo de Maués – Maués, 30/06/2009 – às 00:07 h

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