Política
MP denuncia deputado Sidney Leite por estupro de uma criança de 12 anos


Foto alterada: Portal Holofote Manaus / Foto original: Reprodução/Portal A Crítica
O processo (4002054-24.2016.8.04.000) corre em segredo de Justiça e está sob a relatoria do desembargador Paulo Cesar Caminha e Lima. Na denúncia, o procurador Fábio Monteiro afirma, na página “17”, que na análise dos autos, verificou-se indícios suficientes da prática dos dois crimes (estupro e tortura) contra as crianças citadas no processo.
Inicialmente, a família das vítimas denunciou os crimes ao Ministério Público Federal, no dia 12 de julho de 2004. Na época, a criança que sofreu o abuso relatou que comemorava o título de campeã com sua irmã e outras garotas em um torneio, em maio do mesmo, na comunidade de Bom Jesus, na Zona Rural de Maués, quando o então prefeito Sidney Leite fez a entrega de medalhas aos vencedores e conversou com as crianças que estavam no local.
À noite, quando a vítima retornava ao barco que a levou para a comunidade, o assessor de Sidney, identificado como Herlito Carlos Nunes, o “Teló” a abordou e alegou que o prefeito gostaria de conversar com ela em particular, porque pretendia ajudar a mãe da vítima, que, na época, se tratava de um câncer. Ele a levou para outro barco, onde estava Sidney Leite, e, segundo a criança, foi o local onde ocorreu o abuso.
O estupro
Ao dar detalhes do crime em seu depoimento, a criança disse que Sidney a mandou entrar no barco, argumentando que os dois iriam “apenas conversar” e que “não era para ela ter medo”. A menina afirmou que ainda chegou a pedir para o prefeito não fechar a porta do camarote, mas ele não atendeu ao pedido, alegando que o local poderia ficar quente já que o ar condicionado estava ligado. Nesse momento, o assessor que levou a criança até o barco aguardava a menina do lado de fora.
Sidney pediu para que a criança sentasse na cama e falou para ela ficar calma, “pois ajudaria sua mãe doente, levando-a até Manaus para tratamento”, dando a elas toda a “assistência necessária”. Na ocasião, o deputado perguntou da menina se ela ainda era virgem. E tendo ela respondido que “sim”, o então prefeito sorriu e afirmou que a vítima mentia, “pois não existiam mais meninas na idade dela que ainda fossem virgens”.