O
Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) já tem assegurados todos os recursos
para sua manutenção ao longo de 2015. Dois técnicos do Instituto Nacional de
Metrologia Qualidade e Tecnologia (Inmetro) estão em Manaus, dedicando esta
terça-feira (30) ao contato com os fornecedores do Centro. Além da renovação
das bolsas dos pesquisadores, também estão garantidos a manutenção dos
equipamentos e o suprimento de insumos para os laboratórios.
A boa notícia é
do diretor da Secretaria de Inovação do Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior, Fernando Lourenço Nunes. Ao lado do professor
Spartaco Astolfi Filho, idealizador do CBA chamado ao Senado pela senadora
Sandra Braga (PMDB-AM), Nunes foi um dos cinco convidados a participar da audiência
pública sobre a situação da biotecnologia no Brasil, e em especial do CBA,
realizada esta manhã na Comissão de Ciência e Tecnologia.
Sandra Braga reconheceu a boa vontade de todos em resolver a questão do Centro,
visto que os contratos foram renovados e não houve interrupção no
funcionamento. Mas, ao lembrar ter ouvido pesquisadores do Centro como André
Luís Willerding, para melhor se posicionar, a senadora destacou que a
transferência para o Inmetro é paliativa.
“Resolve o problema imediato da perspectiva de fechamento, mas não o
problema maior, que todos colocaram, de dar personalidade jurídica ao Centro
para que se possa fazer um planejamento estruturado, de longo prazo”, afirmou.
Ela entende que o mais grave não é deixar de renovar bolsas, mas perder a
oportunidade de lançar um novo modelo de economia para a região: a economia
verde.
A
senadora fez questão de frisar que o Centro é importante para todo o Brasil, e
não apenas para a Amazônia. “O CBA é a ferramenta tecnológica que transforma
nossa biodiversidade em desenvolvimento econômico”, resumiu. Ela está
convencida de que a audiência pública foi um marco no sentido de permitir,
daqui para frente, que o CBA seja acompanhado mais de perto e que todos os que
participam de sua administração sejam cobrados.
O
professor Spartaco advertiu a todos que é preciso ter pressa em apresentar uma
solução definitiva para o CBA. Afinal, não se pode pedir a um ribeirinho que
não derrube uma árvore sem dar a ele uma alternativa econômica. “Essa
alternativa vem do conhecimento da biodiversidade, do manejo da floresta, de
alternativas biotecnológicas. E não temos tempo, pois estão morrendo mais
árvores na Amazônia, que nascendo”, justificou.
Para acelerar a solução, a Comissão de Ciência e Tecnologia aprovou um
requerimento conjunto, assinado por Sandra Braga e outros seis senadores,
solicitando realização de nova audiência pública, a ser realizada em Manaus,
para debater a reestruturação, o planejamento e a relação do CBA com o Polo
Industrial de Manaus. Serão ouvidos os ministros do Desenvolvimento e Comércio,
Armando Monteiro, e da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, além dos
secretários de Ciência e Tecnologia de todos os estados da região.
“Creio que essa audiência pública seja um marco para que possamos, daqui
para frente, acompanhar mais de perto e cobrarmos mais, de todos os que estão
na administração deste centro”, encerrou Sandra Braga.
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Contatos: Brasília - Ciléia Pontes: 61- 8124-3009
Manaus - Rodrigo Araújo: 92 -99116-2273
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